Negativa de Plano de Saúde: O que mudou após o julgamento da ADI 7265 pelo STF?

Um problema que quase todo beneficiário de plano de saúde já enfrentou — ou infelizmente enfrentará — é a negativa de cobertura. Ela ocorre quando o médico assistente prescreve um medicamento ou procedimento, mas a operadora se recusa a custear, alegando que o item não consta no “Rol da ANS”.

Recentemente, o cenário jurídico sobre esse tema foi consolidado pelo STF no julgamento da ADI 7265. Embora o Supremo tenha confirmado que o Rol da ANS é exemplificativo (ou seja, apenas uma referência mínima), a decisão validou critérios rigorosos para que novos tratamentos sejam obrigatoriamente cobertos.

Os 5 requisitos para garantir a cobertura judicial

Para que a Justiça determine o fornecimento de medicamentos ou procedimentos fora da lista da RN 465/2021 da ANS, é necessário demonstrar 5 requisitos cumulativos. A ausência de qualquer um deles pode desobrigar a operadora do custeio.

  1. Prescrição Profissional: Deve haver prescrição feita por médico ou odontólogo habilitado.
  2. Ausência de Negativa Expressa pela ANS: A tecnologia não pode ter tido a inclusão no rol expressamente indeferida pela agência anteriormente.
  3. Inexistência de Alternativa no Rol: É preciso provar que não existe outra terapia adequada já prevista na lista da ANS que substitua a indicada.
  4. Medicina Baseada em Evidências: Comprovação da eficácia e segurança do tratamento por meio de estudos científicos.
  5. Registro na ANVISA: O medicamento deve, obrigatoriamente, possuir registro vigente no Brasil.

O papel crucial do Relatório Médico

Desses requisitos, três deles (1, 3 e 4) dependem diretamente do relatório do médico assistente. Por isso, esse documento tornou-se a peça mais importante para o sucesso de uma ação judicial.

Ao solicitar o tratamento, é fundamental pedir que o profissional detalhe no relatório:

  • Por que as alternativas do rol não servem para o seu caso;
  • Quais evidências científicas sustentam a eficácia daquela indicação.

Um relatório médico completo e bem fundamentado “pavimenta o caminho” para uma decisão judicial favorável e rápida.

Se ficou com alguma dúvida, entre em contato. Ou ainda, se conhece alguém que poderia se valer da informação, compartilhe.

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